A uniformização das Normas de Auditoria é um processo de fundamental importância tanto para os profissionais quanto para as empresas, uma vez que as constantes transformações no cenário econômico exigem a padronização das regras e procedimentos da profissão. Em entrevista ao CRC SP Online, a presidente do Ibracon (Instituto dos Auditores Independentes do Brasil), Ana María Elorrieta, explicou que as mudanças ocorridas impactarão diretamente no trabalho dos Auditores.
O que o Ibracon tem feito para disseminar as novas Normas de Auditoria entre os profissionais do setor?
Nosso objetivo é dar suporte ao processo de atualização dos Auditores Independentes do Brasil, considerando as novas Normas de Auditoria convergidas às Normas Internacionais de Auditoria emitidas pelo Ifac (International Federation of Accountants - Federação Internacional de Contadores). Desta forma, o profissional de Auditoria Independente deve conscientizar-se de que é necessário entender e implementar as mudanças ocorridas, que impactarão diretamente em seus trabalhos.
Como está o processo de adequação das Normas Internacionais de Auditoria emitidas pela Ifac?
O processo foi complementado com a emissão pelo CFC (Conselho Federal de Contabilidade) das novas normas profissionais e técnicas sobre o tema. Elas estão em vigor para a Auditoria de demonstrações financeiras que se iniciaram em 1º de janeiro de 2010. O que o Ifac, em parceria com o CFC, fez foi deixar claro que, embora em vigor, elas ainda não se aplicam para demonstrações financeiras que se encerram antes de 14 de dezembro de 2010, no exterior, e antes de 31 de dezembro de 2010, no Brasil.
De que maneira o Ibracon pretende disseminar e transmitir essas mudanças para os Auditores?
As frentes de divulgação são várias. Os seminários têm sido os eventos massivos mais relevantes, inclusive com suas réplicas em nível de regional. Por outro lado, temos o programa de treinamento que aproxima ainda mais os profissionais dos detalhes técnicos das mudanças. Fora isso, temos e continuaremos participando de diversos eventos por todo o Brasil, destacando este importante momento e a necessidade de que todos os profissionais sejam bem sucedidos neste desafio de implementação das novas Normas de Auditoria aplicáveis no Brasil.
Quais os principais impactos das novas Normas no trabalho do Auditor?
As novas Normas são mais completas e mais detalhadas. Esclarecem o objetivo do trabalho do Auditor e os requisitos para que esse objetivo seja atingido. Porém, teremos ainda diversas mudanças como, por exemplo, a necessidade de se implementar um sistema de controles de qualidade que dê suporte à prestação de serviços de Auditoria e asseguração, por um lado. Por outro, em nível de trabalhos individuais, a abordagem do risco de Auditoria, considerações específicas para a Auditoria de estimativas, especialmente do valor justo, novidades no relatório do Auditor Independente, para melhor esclarecer as responsabilidades da administração e do Auditor, entre outras.
O que ainda precisa ser feito para a adequação das Normas?
O processo já está completo. Elas já foram emitidas pelo CFC. Agora somente resta, treinar os Auditores e implementá-las na vida real.
Fonte: Blog do José Adriano
Programa de Estágio IOB 2010
Jovens Talentos IOB é um programa para a preparação de novos profissionais, tendo como meta a capacitação e o desenvolvimento de carreira dos estagiários, preparando-os para responder aos desafios atuais e futuros da empresa.
Saiba mais sobre o programa aqui.
Mostrando postagens com marcador auditoria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador auditoria. Mostrar todas as postagens
Geração Y muda ambiente nas auditorias e consultorias
De acordo com especialista, o aumento da presença jovem nas empresas requer mudança de postura de seus executivos
Esta “nova” geração, chamada de Geração Y e composta essencialmente por jovens de 18 a 30 anos, possui algumas características marcantes que têm provocado mudanças importantes no mercado de trabalho, especialmente para as empresas que apostam na formação de novos talentos, como é o caso das auditorias e consultorias.
Usualmente, quando se fala da geração Y logo a associamos a características como: domínio de recursos tecnológicos, como internet e telefonia celular; capacidade de conduzir tarefas simultâneas; impaciência e aversão a trabalhos sem resultado rápido, claro e mensurável. Dessa geração, não se espera a antiga paciência e compreensão ao explicar-lhes as regras de promoção na empresa, baseadas na sucessão ou aposentadoria de seus atuais gestores. Esta geração quer tudo ao mesmo tempo, e de preferência agora!
No mercado de auditoria, onde um trainee tem em média 23 anos e muitos acabam de sair da faculdade, não há mesmo como negar a presença cada vez maior da Geração Y. O que, para muitos, ainda é uma tendência a ser estudada, para empresas deste segmento é uma realidade cada vez mais presente. E, considerando o plano de carreira acelerado da profissão, logo eles ocuparão cargos de liderança e direção, se já não ocupam. Mas, é bom frisar que, só com muito empenho esta liderança será conquistada.
Se, por um lado, esta geração esbanja disposição, falta-lhe experiência e maturidade. Seus conhecimentos de internet e capacidade de conduzir multitarefas podem ser confundidos com distração e falta de foco. E sua informalidade com insubordinação. É exatamente nesses pontos que os jovens precisam se concentrar se realmente almejam uma rápida ascensão dentro das auditorias e consultorias. Para crescer profissionalmente não basta querer, é preciso estudar, receber treinamento, conhecer a fundo o trabalho e absorver a experiência dos mais velhos. E isso só se consegue com dedicação. É certo que as companhias já se adaptaram a essa nova realidade, afinal, há pelo menos cinco anos os componentes desta geração já estão no mercado de trabalho. Os jovens profissionais, por sua vez, também precisam aceitar as normas da organização onde trabalham. Dessa forma, empresa e colaborador sairão ganhando.
A Geração Y cresceu ouvindo termos como responsabilidade social, crescimento sustentável, globalização, ética e transparência. Estes valores estão presentes em suas crenças e eles não esperam nada menos do que isso de seus superiores e das organizações que representam. Do contrário, rapidamente se moverão, na mesma velocidade em que sua rede pessoal de contatos flui.
Esta situação obriga as empresas a reverem algumas de suas posturas. Os antigos e formais canais de comunicação mudaram, hoje é tudo eletrônico. Nas reuniões periódicas com a liderança, o papo livre, franco e direto é estimulado. As avaliações formais e protocolares de desempenho são substituídas por planos individuais de desempenho, acompanhados por programas de coaching ou mentoring, que permitem a obtenção dos desejados feedbacks.
Esta nova dinâmica tem exigido das empresas uma resposta consciente, adaptando seus processos à nova realidade, transformando profundamente sua forma de atuação. Não se trata de uma onda ou de uma tendência, mas sim do processo de evolução. Afinal, a geração Y não está à nossa porta, mas está dentro de nossas empresas.
* Marcelo Gonçalves é diretor de Operação e de Recursos Humanos da Terco Grant Thornton, auditoria e consultoria
**As opiniões dos artigos/colunistas aqui publicadas refletem unicamente a posição de seu autor, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte da IT Mídia ou quaisquer outros envolvidos nesta publicação.
Fonte: Blog do José Adriano
Esta “nova” geração, chamada de Geração Y e composta essencialmente por jovens de 18 a 30 anos, possui algumas características marcantes que têm provocado mudanças importantes no mercado de trabalho, especialmente para as empresas que apostam na formação de novos talentos, como é o caso das auditorias e consultorias.
Usualmente, quando se fala da geração Y logo a associamos a características como: domínio de recursos tecnológicos, como internet e telefonia celular; capacidade de conduzir tarefas simultâneas; impaciência e aversão a trabalhos sem resultado rápido, claro e mensurável. Dessa geração, não se espera a antiga paciência e compreensão ao explicar-lhes as regras de promoção na empresa, baseadas na sucessão ou aposentadoria de seus atuais gestores. Esta geração quer tudo ao mesmo tempo, e de preferência agora!
No mercado de auditoria, onde um trainee tem em média 23 anos e muitos acabam de sair da faculdade, não há mesmo como negar a presença cada vez maior da Geração Y. O que, para muitos, ainda é uma tendência a ser estudada, para empresas deste segmento é uma realidade cada vez mais presente. E, considerando o plano de carreira acelerado da profissão, logo eles ocuparão cargos de liderança e direção, se já não ocupam. Mas, é bom frisar que, só com muito empenho esta liderança será conquistada.
Se, por um lado, esta geração esbanja disposição, falta-lhe experiência e maturidade. Seus conhecimentos de internet e capacidade de conduzir multitarefas podem ser confundidos com distração e falta de foco. E sua informalidade com insubordinação. É exatamente nesses pontos que os jovens precisam se concentrar se realmente almejam uma rápida ascensão dentro das auditorias e consultorias. Para crescer profissionalmente não basta querer, é preciso estudar, receber treinamento, conhecer a fundo o trabalho e absorver a experiência dos mais velhos. E isso só se consegue com dedicação. É certo que as companhias já se adaptaram a essa nova realidade, afinal, há pelo menos cinco anos os componentes desta geração já estão no mercado de trabalho. Os jovens profissionais, por sua vez, também precisam aceitar as normas da organização onde trabalham. Dessa forma, empresa e colaborador sairão ganhando.
A Geração Y cresceu ouvindo termos como responsabilidade social, crescimento sustentável, globalização, ética e transparência. Estes valores estão presentes em suas crenças e eles não esperam nada menos do que isso de seus superiores e das organizações que representam. Do contrário, rapidamente se moverão, na mesma velocidade em que sua rede pessoal de contatos flui.
Esta situação obriga as empresas a reverem algumas de suas posturas. Os antigos e formais canais de comunicação mudaram, hoje é tudo eletrônico. Nas reuniões periódicas com a liderança, o papo livre, franco e direto é estimulado. As avaliações formais e protocolares de desempenho são substituídas por planos individuais de desempenho, acompanhados por programas de coaching ou mentoring, que permitem a obtenção dos desejados feedbacks.
Esta nova dinâmica tem exigido das empresas uma resposta consciente, adaptando seus processos à nova realidade, transformando profundamente sua forma de atuação. Não se trata de uma onda ou de uma tendência, mas sim do processo de evolução. Afinal, a geração Y não está à nossa porta, mas está dentro de nossas empresas.
* Marcelo Gonçalves é diretor de Operação e de Recursos Humanos da Terco Grant Thornton, auditoria e consultoria
**As opiniões dos artigos/colunistas aqui publicadas refletem unicamente a posição de seu autor, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte da IT Mídia ou quaisquer outros envolvidos nesta publicação.
Fonte: Blog do José Adriano
Marcadores:
auditoria,
consultoria,
geração,
mudança,
y
postado:
segunda-feira, junho 14, 2010
Assinar:
Postagens (Atom)