Programa de Estágio IOB 2010

Jovens Talentos IOB é um programa para a preparação de novos profissionais, tendo como meta a capacitação e o desenvolvimento de carreira dos estagiários, preparando-os para responder aos desafios atuais e futuros da empresa.

Saiba mais sobre o programa aqui.


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O valor da burocracia

Embora em um primeiro momento as mudanças contábeis elevem os gastos das empresas, elas contribuem para a padronização da administração

Nos últimos anos, o Governo Federal lançou mão de diversas medidas que, em um primeiro momento, vieram complicar ainda mais a já tão difícil vida dos empresários brasileiros. Para citar algumas exigências, Sped fiscal e contábil, nota fiscal eletrônica e convergência com as normas contábeis internacionais. Só isso já bastaria para deixar qualquer empreendedor de cabelo em pé. Mas antes de se preocupar de forma excessiva com essas regras, é necessário refletir quais são os seus efeitos.

A primeira reação é reclamar e contar prejuízos, haja vista que tudo isso exige softwares especializados, pessoal preparado e muitas mudanças. Ou seja, mais gastos. Mas não é apenas isso. Reclama-se também do tal big brother, pois o Sped, por exemplo, permite que a Receita Federal tenha acesso a cada passo das empresas. Isso se configura em um grande risco, pois mesmo sendo honesto, podem acontecer erros de cálculo, de digitação ou de lançamento, o que pode fazer o número de autuações aumentar muito.

Cabe uma pergunta para reflexão: será que o Governo faz isso, pura e simplesmente, para retirar o dinheiro dos empresários e poder controlar os gastos e ganhos, evitando a sonegação de impostos? A resposta é não.

É óbvio que evitar o não pagamento de taxas é fator importante em toda essa reestruturação. Mas existe ainda um outro prisma, deixado de lado por muitos empresários e até por analistas. A imposição de novas normas e regras por parte do poder público visa padronizar a administração das empresas. Ou seja, exige-se mais burocracia e mais trabalho, mas se recebe de volta mais profissionalismo.

Não há mais espaço, nem nas pequenas e médias empresas, para quem não se atualizou. As administrações modernas terão que ser, obrigatoriamente, profissionais e informatizadas. O antigo contador deu lugar a um verdadeiro engenheiro fiscal, tributário e contábil. Qualquer erro nessa área pode ser fatal. Não há mais espaço para amadorismo.

Com base em todos esses dados, que agora devem ser mais do que confiáveis, fica muito mais fácil para qualquer empresa elaborar um planejamento estratégico ou um business plan realmente capazes de serem executados, muito mais úteis. Acabaram as peças de ficção. As empresas agora precisam ser exatas em todas as informações contábeis, fiscais e tributárias.

Consequentemente haverá uma diminuição de aventureiros e de quebradeira generalizada ao primeiro sinal de crise. Quem quiser realizar o sonho de ter um negócio próprio, terá que investir mais dinheiro, mas terá uma maior segurança também. O empreendedorismo não vai morrer. Pessoas com boas ideias e com vocação continuarão a prosperar, mas terão que se cercar de profissionais competentes nesta área e estar sempre muito bem atualizados.

E os dados societários? Também passam a ser mais confiáveis. A convergência com as normas internacionais de contabilidade, o IFRS, já está em vigor há algum tempo para as empresas de capital aberto. Agora chega a vez das pequenas e médias empresas uniformizarem os seus balanços com os do resto do mundo.

Isso é bom para todos, pois vislumbra uma maior confiança de investidores e demais stakeholders, o que facilita a busca por parcerias, financiamentos e joint ventures, além de estimular as fusões e aquisições envolvendo empresas de pequeno e médio porte.

É importante ressaltar que tudo isso gera crescimento. Não é demais lembrar que essas empresas são responsáveis por 60% do total de pessoas empregadas no País e por 20% do PIB. A sua importância é imensurável. Tais medidas visam colocá-las em outro patamar, digno da sua importância para a economia brasileira.

Todas essas exigências podem até parecer um exagero, mas o Brasil está sendo observado e imitado por diversos países. Tendo isso em mente, é fundamental estabelecer um padrão para a administração das empresas compatível com as demais nações desenvolvidas. É um passo importante para nos estabelecermos definitivamente no quadro de países de primeiro mundo.

Fonte: Blog do Jose Adriano

SPED, Escrituração Digital e Ética por Antônio Lopes de Sá

“Pode parecer estranho relacionar o SPED – Sistema Público de Escrituração Digital com a Ética, mas, é isso que desperta atenção e reflexão o artigo escrito pelo professor Salézio Dagostim, presidente da Confederação Nacional dos Contadores, editado no Correio Brazilense de 11 de janeiro de 2010, sob o título “Escrituração Digital e a Intimidade do Contribuinte”.

Como a matéria implica modificações em decisões e procedimentos na área empresarial e contábil, nada de melhor adequação que ponderar sobre os aspectos favoráveis e os desfavoráveis da questão.

Que a informática vai dominando através do controle a vida das pessoas, das atividades, isso não há dúvida; importante, pois, é ponderar sobre até que limite tal intervenção poderia vir a ser benéfica aos seres, ou seja, até que ponto seria ética.

Cada dia mais o mundo inteiro vai sendo envolvido pelas interferências digitais.

Assim, por exemplo, o prestigioso jornal de assuntos econômicos, “La Tribune” de 12 de janeiro de 2010 comenta sobre um vultoso contrato realizado entre a Ferrovia Nacional Francesa (SNCF) e a IBM que vai sofisticadamente informatizar aquela importante organização em todo o País.

Gigantescos computadores estão desempenhando serviços até pouco tempo inimagináveis.

Quer o Estado, quer grandes empresas, estão assumindo o controle da informação de tudo o que vem acontecendo.

Tal macro sistema implica o micro e as empresas, profissionais, consumidores, contribuintes, em suma toda a sociedade vai perdendo inclusive a privacidade.

Nesse ponto, com propriedade, Dagostim adverte que “o sigilo empresarial evidenciado nos registros contábeis se constitui elemento essencial à existência da empresa”.

O tema levantado pelo ilustre Presidente da Confederação Nacional dos Contadores é pertinente e tanto faz parte do Código de Ética profissional do Contador como está relacionado com um risco expressivo e que é o de transmitir via Internet o que pode ser alcançado pela espionagem industrial e comercial.

Imprescindível, condição de sobrevivência é preservar os sigilos industriais e comerciais, campo em que existe em todo o mundo grande interesse de copiar e apropriar-se de intangíveis intelectuais de produção e comercialização.

Ainda recente é o levantamento de suspeita do proprietário da Mine Jeffrey, Bernard Coulombe, quanto a ter sido vítima de espionagem industrial por parte de investidores chineses; fazendo crer no interesse em deterem uma participação financeira de 40 milhões de dólares num projeto de mina subterrânea, devassaram a empresa dela extraindo segredos de exploração.

Esse é um caso ocorrido há pouco, mas, centenas deles existem.

Não menos rumorosa foi a espionagem chinesa no grupo anglo australiano da empresa Rio Tinto, envolvendo produtores de aço.

Sabemos, todos, que os sistemas na Internet ainda não podem ser considerados absolutamente indevassáveis.
Segundo denúncias divulgadas os chineses criaram até um vírus para extrair segredos de empresas norteamericanas.
Pelo menos um deles já foi identificado.

Trata-se do worm Myfip, que está circulando pela internet mundial.

Noticiou-se que Joe Stewart, pesquisador da empresa de segurança Lurhq, afirmou sobre indícios evidentes de que o Myfip foi disparado de um provedor chinês.

Stewart informou estar quase certo de que o vírus foi usado como instrumento de espionagem contra companhias de alta tecnologia dos Estados Unidos.

O Contador, portanto, não deve sonegar dados ao governo, mas, não pode cometer a leviandade de expor seus clientes em assunto tão delicado.

Existem formas de proteção que o bom profissional pode empregar e no caso do SPED, para a proteção da vida do empreendimento, é recomendável encontrar formas de tal procedimento adotar.”

Fonte: Blog do José Adriano

Adequação ao Sped facilita e agiliza a área operacional das empresas (Entrevista de José Adriano)

Opinião

Em entrevista para o CRC SP Online, o diretor de soluções da IOB, José Adriano Pinto, destacou a necessidade de adaptação e adequação das empresas ao Sped e as dificuldades enfrentadas por elas. Um dos pontos é a falta de atenção de algumas empresas que, até o momento, não sabem se são ou não obrigadas a emitir a Nota Fiscal Eletrônica. O especialista também ressaltou a necessidade e importância da capacitação profissional.

Com relação ao procedimento em 2009, como estão as empresas para a obrigatoriedade de 2010?
No ano passado, algumas empresas correram para cumprir o prazo e acabaram não fazendo o procedimento como ele deveria ter sido feito. Com relação ao conteúdo encaminhado, grande parte não avaliou com critério e assumiu o risco de enviar um arquivo parcialmente validado e conferido. Algumas dessas empresas, imediatamente após a entrega, começaram a trabalhar os dados e ajustes para 2010 e, assim, o processo virou parte do dia a dia. Então, essas empresas, tendem a cumprir o prazo com mais tranquilidade.
Algumas empresas ainda não começaram, ou porque não têm a obrigação ou porque ainda não sabem que são obrigadas e até mesmo por opção, por terem outras prioridades no momento.

Quais são essas prioridades?
Atualmente, existem mais de 170 obrigações acessórias. Então, as empresas têm de cumpri-las ao mesmo tempo em que implementam o Sped. Em um primeiro momento, é mais trabalho, mas numa segunda fase, a empresa poderá deixar de gerar as obrigações antigas para gerar apenas as novas. É um trabalho adicional, que gera dificuldades nas empresas com relação ao tempo que precisam despender e à capacitação da equipe. São funções ligadas ao trabalho operacional.
Hoje, as empresas estão mais unidas e trabalham muito forte na questão de gerar as operações. Então, falta tempo para se capacitar e para executar essas funções.
Tudo é prioritário, mas entra em uma ordem. O que tem prazo para junho, por exemplo, as empresas acabam deixando para depois.

Segundo pesquisa divulgada em novembro pela IOB, 53% das empresas entrevistadas não sabem se são ou não obrigadas a entregar a Nota Fiscal Eletrônica.
Infelizmente, existem empresas que ainda não sabem, mesmo se tratando de um projeto que vem sendo amplamente discutido na mídia desde 2006. Hoje, existem vários endereços, além do próprio portal do Sped e não é difícil encontrar informações. Se o profissional acessar o Google e buscar Sped, terá vários retornos.


Com relação a capacitação profissional, ainda existem problemas?
Sim. Falta iniciativa na área de educação. As faculdades não estão preparando seus alunos para trabalhar com o Sped, de maneira geral. Na IOB, por exemplo, criamos um curso de 80 horas para capacitar os profissionais com relação ao Sped. Isso, antes, não existia.

E quanto aos profissionais?
Muitos estão focados apenas nas operações que fazem hoje. Quem faz apuração de imposto, por exemplo, está focado nisso e deixa de olhar os sites, os blogs, o CRC SP Online e a internet. Nesses veículos estão informações importantes. Esse é um problema real.
O profissional está muito acomodado, assim como os escritórios de Contabilidade que, se não evoluírem, perderão espaço. Hoje tudo caminha para o digital e o eletrônico.

Na IOB, vocês já presenciaram situações nas quais é visível essa acomodação?
Temos mais de 700 funcionários. Somente na área de soluções, pela qual sou responsável, são 60 profissionais, sendo que, 40 foram contratados em 2009. Para isso, tivemos que fazer um processo gratuito para selecionar e treinar esse pessoal e, somente depois, decidir quem seria contratado. A maioria desses profissionais nem sequer sabia o que era Sped. Temos muita dificuldade em encontrar profissionais que atuem com esse sistema.
Considerando que há mais de 100 mil profissionais somente em São Paulo, não encontrar um bom analista fiscal júnior para contratar é destoante.

Em 2009, cerca de 80% das empresas conseguiram cumprir o prazo. Na sua opinião, em 2010 essa porcentagem aumentará?
Teoricamente sim. As empresas de software, que geram esses arquivos, tendem a estar mais maduras. Além disso, as empresas que entregaram as informações no ano passado farão algo melhor neste ano. Mas, no Sped Contábil, a obrigatoriedade atingia oito mil empresas. Agora são 170 mil. Por esse motivo pode ser que o porcentual fique próximo ao que atingimos no ano passado.

Ocorrerão mudanças no procedimento?
No Sped Contábil não há perspectivas de grandes mudanças para este ano. Já para 2011, teremos a introdução do e-Lalur. Com relação ao Sped Fiscal teremos a inclusão do CIAP (Controle de Crédito de ICMS do Ativo Permanente).
A nova versão da Nota Fiscal Eletrônica, a ser implantada durante 2010, trará algumas mudanças. A principal delas é que todas as empresas que não estavam obrigadas a colocar o capítulo da NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) agora precisam colocá-lo.

Como as empresas podem se adiantar?
É importante que as empresas estejam cientes da obrigatoriedade. Se não estavam na lista em 2009, podem estar neste ano. Então, sugiro que já programem o processo de implementação porque, mais cedo ou mais tarde, entrarão na obrigatoriedade. O Sped traz benefícios diversos, como a redução de custos e processos mais limpos. Vale a pena se antecipar.

E os profissionais?
Os profissionais devem estudar, buscar a capacitação e acompanhar o Fisco, que está com muito apetite para aumentar a fiscalização.

Fonte: Blog do José Adriano

A tecnologia mudou a rotina do contador, o SPED revolucionou

Quando comecei a trabalhar, alguns anos atrás, lembro-me de um profissional que ficava atrás de uma mesa, com pilhas e pilhas de livros, folhas de papel e caneta em punho. Ele também era o responsável por um espaço grande o suficiente para guardar tudo aquilo. Ele era o contador.
Poucos anos depois, com a popularização do computador, esse profissional passou a transferir alguns dados do seu trabalho para as planilhas. Que avanço! E quando ele achou que tudo estava automatizado, veio a internet para mostrar que ainda havia muito a melhorar.
Apesar da modernização, a essência do trabalho nunca mudou: o contador tinha contato apenas com informações de produtos e a movimentação da empresa depois do processo de negócio finalizado. Seu trabalho era viabilizar o pagamento de impostos devidos e escriturar, manualmente ou em sistemas de computador, as informações das notas emitidas. Esse processo tornava a rotina do contador extremamente operacional.
Mas há cerca de quatro anos surgiu o SPED (Serviço Público de Escrituração Digital): ferramenta única, capaz de proporcionar ao contador mais tempo para dedicar-se às atividades estratégicas de valor agregado. Pronto, o trabalho desse profissional estava totalmente revolucionado e o mercado pôde contar com uma das mudanças mais favoráveis dessa profissão.
O Brasil atualmente conta com mais de 70 mil escritórios contábeis. São cerca de 400 mil contadores espalhados por todo o país. Substituindo o Livro Diário e o Livro Razão por arquivos digitais, o SPED transformou o processo de fiscalização, tornando-o muito mais prático e rápido. O contador agora pode se apoiar nessa solução para aprimorar sua atuação, obter mais conhecimento, ganhar novos clientes e sair na frente da concorrência. Literalmente, o escritório contábil passou a ser usado como consultoria, sendo o braço direito das empresas em decisões estratégicas de negócios.
Se formos observar os principais pontos dessa transformação, podemos começar pela dificuldade com que os contadores tinham em realizar a busca por documentos. Imagine aquele arquivo morto em que ele armazenava seus documentos fiscais. Agora pense em como seria realizada essa busca, gaveta por gaveta, folha por folha, ou pior, ano por ano. Seria muito difícil. Agora com o SPED, o que interessa para o contador é o arquivo eletrônico: basta digitar o dado no campo de busca e ele tem em mãos uma resposta rápida e precisa.
A transação e cruzamentos de dados agora é real e, por isso, a busca é tão facilitada. A partir de uma base de dados (com informações digitadas pelo escritório contábil) é gerado um arquivo digital de acordo com o layout estabelecido, informando todos os documentos fiscais e contabilistas de interesse em âmbito federal e estadual. Tamanha organização facilitou o cotidiano não só do contador, mas também das empresas que passaram a compreender a importância da ajuda desse profissional.
Mais do que nunca, os escritórios de contabilidade estão agregando serviços de qualidade à sua oferta. Sabemos que, um dos maiores problemas das empresas hoje é identificar os seus ônus tributários. Ninguém melhor que um contador para ajudá-las nessa demanda. Se pegarmos o IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) como exemplo, percebemos que antes de identificar a alíquota sobre esse produto, devemos fazer o caminho contrário e conhecê-lo mais detalhadamente para identificar se aquele tributo indexado sobre o valor do item é correto. As empresas dificilmente fazem isso sozinhas. Por isso, a tendência é a contabilidade transformar-se também em consultorias tributárias.
E se as empresas acham que os avanços param por aí se enganam. Mais uma tendência está se mostrando eficiente para esse mercado. Trata-se do cloud computing, ou computação nas nuvens. Empresas de TI já oferecem compartilhamento de ferramentas (software, assinatura digital, links de comunicação e impressoras) pela interligação dos sistemas via internet. Aposente o seu servidor, os dados agora serão guardados nas nuvens.
E uma das profissões mais antigas do mundo, mudou mais nos últimos quatro anos do que em séculos de evolução. Será que todos os contadores já se deram conta disso?

Presidente da NFe do Brasil

Fonte: Blog do José Adriano

O Sped e as oportunidades para os Contabilistas

As constantes mudanças tecnológicas afetam o dia a dia de todos e, principalmente, do Contabilista. A tendência é que o profissional afogado em números e papéis, preocupado em atender à burocracia tributária desapareça. Com isso, o Contabilista precisa assumir um novo perfil, porque está se tornando cada vez mais necessário, desde que pratique o que é chamado de Contabilidade real. Essa é a opinião de João Marcos Winand, diretor adjunto da Deat (Diretoria Executiva da Administração Tributária) da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, em entrevista exclusiva aoCRC SP Online.


As recentes mudanças, em muito, se devem às três frentes do Sped (Sistema Público de Escrituração Digital): ECD (Escrituração Contábil Digital), EFD (Escrituração Fiscal Digital) e NF-e (Nota Fiscal Eletrônica), explica Winand, falando sobre os benefícios e as principais expectativas para os próximos anos com a implantação das novas tecnologias do Sped.


Em sua opinião, o que mudou com a implantação das novas tecnologias do Sped?
A implantação do Sistema Público de Escrituração Digital significa uma profunda mudança de filosofia na relação entre o Fisco e os contribuintes. Importa numa quebra de alguns paradigmas fortemente arraigados na nossa cultura. A perspectiva de estabelecer uma relação de informações com as esferas do Fisco mediante a utilização de arquivos digitais, informações essas com validade jurídica fornecida pela certificação digital (assinatura eletrônica), estabelece uma nova fronteira nesse intercâmbio. Não se trata, propriamente, de implantar novas tecnologias, posto que a informática encontra-se plenamente disseminada entre os partícipes, mas sim de estabelecer um novo patamar tecnológico de relacionamento.


Quantas empresas já estão cadastradas no Sistema, hoje, no Estado de São Paulo?
São 600 empresas selecionadas pelo critério de relevância em relação aos setores econômicos a que pertencem. Essas 600 empresas representam aproximadamente 3.200 estabelecimentos paulistas.


Esse é um número bom ou ruim?
É um número considerado adequado ao momento em função da representatividade desses contribuintes e em sintonia com o plano de implantação gradativa da obrigação acessória.


Quais são as expectativas para os próximos anos?
Existe uma diretriz maior que norteia todas as iniciativas da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo que pode ser sintetizada nos seguintes termos: padronização e racionalização. No contexto dos deveres instrumentais aos quais os contribuintes estão submetidos, essa diretriz, aplicada ao Sped, significa estabelecer um único modelo de transferência de informações econômico-fiscais. Isto implicará na disseminação do modelo a todos os contribuintes paulistas do ICMS.


Como é que o governo está trabalhando para que mais empresas se adequem ao Sistema?
Cabe aqui um pequeno relato para situar a questão: as perspectivas de racionalização e padronização das atividades dos contribuintes, no aspecto da escrituração dos livros, estão se mostrando fatores de mudança no comportamento das empresas. De uma postura reativa e refratária dos contribuintes quanto às novas obrigações acessórias, notamos que estes estão se mostrando pró-ativos, pleiteando a participação no Sped Fiscal como voluntários.

Agregue-se a isso toda uma estrutura de suporte da Receita Federal do Brasil combinada com a da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo onde estão disponíveis a legislação sobre o assunto, manuais de orientação, programa de validação de arquivos, entre outros, suficientes para o suporte à adequação dos usuários.

Como iniciativas nesse sentido, um grande número de organizações e associações de classe dão suporte às empresas quando da implantação de novas obrigações. Nesse cenário, consideramos adequada a estrutura de apoio dos Contabilistas.

Por fim, o Fisco tem por tradição estabelecer prazos razoáveis para a preparação e adequação de seus contribuintes nessas novas situações e, não raro, detectar dificuldades no cumprimento do cronograma estabelecido e conceder prazos adicionais para as eventuais “correções de rumo”.


Fonte: Blog do José Adriano

Revolução digital em escritórios contábeis

Inez Lopes

Com o avanço da tecnologia, podemos afirmar que, hoje, o setor contábil não é mais o mesmo.

A era digital promoveu uma verdadeira revolução no trabalho de profissionais que atuam neste segmento.

O novo contexto extinguiu a antiga era do papel, na qual as escriturações eram feitas em folhas de papel, impressas e armazenadas em arquivos físicos.

Agora, ao invés de imensas pilhas de arquivos, os profissionais contábeis podem acessar todos os documentos diretamente pelo computador.

Nesta nova dinâmica, não apenas o serviço, mas também o papel do contador sofre alterações.

Ele deixa de ser apenas o responsável pelas atividades burocráticas dos clientes e começa a interagir com o mundo, resultando na maior atualização e profissionalização do serviço.

Na nova era, muito mais que na geração do papel, o contador precisa agregar valor ao serviço e estar totalmente afinado à legislação fiscal e contábil.

Para se ter uma ideia, atualmente, cerca de 70% dos documentos enviados ao governo já estão em formato eletrônico.

Este número poderia ser maior, como em outros países que também adotaram os International Financial Reporting Standards (IFRS), ou, em português, as Regras Internacionais de Contabilidade.

Os IFRS determinam que todos os escritórios contábeis adotem as normas mundiais de padronização do setor, entre as quais está a de todos os documentos físicos convergirem ao formato digital.

No Brasil, país com mais de 400 mil contadores e 70 mil escritórios contábeis, ainda há grandes obstáculos neste caminho de adaptação aos IFRS.

O setor de contabilidade é formado por cerca de 80% de micro e pequenas empresas, a maioria moldada a uma administração de natureza familiar.

O comum nesses casos é que profissionais com mais tempo de carreira fiquem apreensivos em utilizar ferramentas de tecnologia que modernizarão os serviços do escritório.

O aumento da fiscalização, porém, com SPED e NF-e, e a corrida frente à concorrência, exigem um novo posicionamento dos escritórios rumo ao mundo digital.

Como resultado, as empresas e consultorias também passaram a investir mais na qualificação dos funcionários.

Hoje, existem cursos oferecidos tanto pelos grandes escritórios de contabilidade quanto pelos próprios sindicatos da categoria, que têm auxiliado a profissionalização e a valorização do setor.

Especificamente com o uso da tecnologia, além de estar alinhado às tendências, é possível verificar que o grande interesse dos profissionais de contabilidade é atender a três necessidades básicas: segurança na armazenagem de dados dos clientes, organização e facilidade na busca de documentos e redução de custos, seja com a impressão de papéis ou com a locação de espaços para o arquivo.

De fato, a digitalização de documentos e a virtualização de arquivos permitem que o profissional acesse todos os dados remotamente, de forma segura e com custo reduzido. Ou seja, as soluções tecnológicas hoje direcionadas ao setor de contabilidade permitem o aumento de produtividade e de rentabilidade.

Como se dá em toda mudança cultural, há um processo de transição. A renovação, porém, é inevitável.

Agora, cabe às contabilidades que ainda não se renderam ao novo mundo adaptar-se o mais rápido possível.

E, neste processo, todos saem ganhando.

O contador ganha produtividade, redução de custo e pode agregar ainda mais valor ao serviço oferecido.

Já o cliente ganha mais qualidade, agilidade e confiabilidade nas informações.

Sem falar que, por conta da ampliação da fiscalizando e burocracia do governo, os contadores devem estar sempre antenados às novas tecnologias que surgem no mercado.

Fonte: Blog do José Adriano

IOB tem crescimento com SPED

Com mais de mil contratos assinados no ano, área de soluções passou a representar o 3º maior faturamento da IOB em 2009.

As mudanças ocorridas por conta da implementação do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) trouxeram resultados significativos para a IOB em 2009. Há três anos a companhia investe em uma unidade de negócios dedicada exclusivamente ao desenvolvimento e oferta de soluções de gestão contábil e tributária, com foco em GRC – Governança, Risco e Compliance: a IOB Soluções, que no ano passado cresceu mais de 100% em relação a 2008, possui atualmente uma carteira integrada com mais de 150 clientes.

“A IOB acompanhou de perto todas as discussões acerca da implementação do SPED, identificando os desafios que as empresas teriam de enfrentar a partir de então. Desde o início percebemos que a informatização do sistema traria mudanças substanciais nos processos tributários das empresas e que muitas delas não estariam preparadas para esta nova realidade”, explica o diretor de Soluções e sócio da IOB, José Adriano Pinto, que trouxe para a IOB há dois anos sua experiência de 10 anos na aplicação de tecnologia às áreas contábil e tributária, atuando na Sonda Procwork, Trevisan e Copebrás. “Com o auxílio de uma série de estudos e muito trabalho, conseguimos desenvolver soluções capazes de atender essas novas demandas”, completa.

Os clientes atendidos pela área de Soluções da IOB compõem um grupo heterogêneo de empresas de todos os portes como: Hughes, Hypermarcas, Agrovale, Crocs, Carbocloro, Dedini, Grupo Abril, Samsung, Nissin, Techint Engenharia entre outros. “Fechamos o ano de 2009 vencendo uma RFP (concorrência) para a oferta de soluções SPED para a Wella, uma das maiores empresas de cosméticos do Brasil. Além da credibilidade que a IOB possui, tivemos a nosso favor o fato de mantermos uma unidade de negócios exclusivamente dedicada ao desenvolvimento e oferta de soluções desse tipo. Grandes empresas, como a Wella, precisam dedicar seu tempo, integralmente, aos seus negócios. Portanto, é imprescindível que elas estejam tranquilas quanto às suas operações tributárias. Isso representa a importância de soluções como as que oferecemos”, afirma José Adriano.

O executivo ressalta que um dos principais diferenciais da área de Soluções da IOB é a capacidade de unir a inteligência tributária da equipe de consultores mais capacitada do mercado às tecnologias de ponta. “Assim, conseguimos desenvolver e oferecer soluções customizadas que atendem às especificidades de cada cliente. Isso, sem dúvida, reflete o compromisso da IOB em assegurar a integridade tributária das empresas e, por consequência, o alto grau de confiança do mercado em nossas soluções”, completa.

A opinião é compartilhada pelo Finance and Admin Director da Crocs, Odilon Lopes. “A decisão da Crocs pela contratação da consultoria IOB foi motivada pela constatação de que os detalhes envolvidos na implementação do projeto SPED vão muito além da simples adequação do software de gestão. Os serviços prestados pela equipe IOB nos auxiliaram no processo de diagnóstico, possibilitando a identificação das correções necessárias. Estamos muito satisfeitos com o alto grau de capacitação e profissionalismo da equipe IOB e com a qualidade dos serviços prestados”.

O gerente tributário da Samsung, Nelson Maranhão, destaca a importância do suporte da IOB para os futuros negócios da empresa.“A Samsung contratou a IOB pelo fato dela contar com informações legais de todos os Estados de forma consolidada e atualizada. As tabelas fornecidas têm servido como subsídio ao estudo da carga tributária efetiva de produtos a serem lançados pela empresa. Adicionalmente as mesmas tabelas são utilizadas para confirmar as tabelas internas de tributação daqueles que já estão em produção regular. Dada a complexidade do nosso sistema de tributação, com muitas exceções, bem como aos muitos incentivos e a “guerra fiscal” travada entre os estados da federação, podemos dizer que o produto atendeu as nossas expectativas”.

Planos para 2010

Líder do segmento, a IOB acredita que ainda há um grande mercado a ser explorado e que os desafios que as empresas enfrentaram em relação ao SPED em 2009 devem se manter neste ano, dada a complexidade do Sistema e a obrigatoriedade de adaptação de novas empresas. Para isso, a companhia aposta na ampliação da Unidade de Soluções, com a criação de uma área de Canais, responsável por estruturar uma rede de alianças, desenvolvendo parcerias estratégicas entre a IOB e diferentes empresas de serviços, consultoria, integradores e desenvolvedores de TI, para atender a demanda de soluções estimuladas pelo SPED.

Para gerenciar a área de Canais e Alianças, a Unidade de Soluções da IOB contratou Ricardo Simões, que atuou na LynasLogic, Prodam e SCI Tecnologia. O executivo explica que o objetivo da IOB em 2010 é crescer ainda mais no segmento de Soluções, por meio de parcerias que agregam valor aos negócios dos clientes. “Nosso desafio é estimulante e nossas metas são bastante ousadas. Através do nosso portfólio de soluções, a projeção para médio prazo é alcançarmos 80% das grandes contas, 90% das empresas de médio e pequeno porte, que estejam envolvidas direta ou indiretamente com pelo menos um dos três pilares do SPED (Nota Fiscal Eletrônica, Escrituração Fiscal Digital e Escrituração Contábil Digital), o que aumenta a demanda por gestão fiscal, tributária e contábil”, destaca Simões.

Além da área de Canais, a Unidade de Soluções da IOB pretende também fazer um forte investimento em sua área de vendas. A meta é aumentar em mais de 150% o faturamento da área em 2010 e, para isso, será preciso aumentar seu quadro de vendas, passando de 12 executivos na área comercial, para uma equipe de 20 profissionais até o fim de 2010.

Paralelamente a isso, a Unidade formatou um processo seletivo criterioso e diferenciado ao longo do ano passado, e que será mantido em 2010, para atender a demanda de profissionais especializados na área contábil e fiscal. O processo foi implantado em etapas, que envolveu num primeiro momento a triagem com base nos currículos recebidos de participantes de palestras em universidades, indicações de profissionais do mercado e divulgação em redes sociais. Após esta fase, uma palestra, com duração de duas horas, sobre SPED e as Soluções IOB, foi ministrada aos candidatos selecionados, seguida de uma dinâmica comportamental e teste técnico. Os aprovados participaram de um curso de 80 horas, abrangendo os três pilares do SPED (Escrituração Fiscal Digital, Escrituração Contábil Digital e Nota Fiscal Eletrônica), período em que foram feitas entrevistas individuais. Ao final, mais de 40 pessoas foram contratadas e os candidatos não contratados foram indicados para empresas parceiras.

A Unidade de Soluções fechou o ano com um crescimento de mais de 190% no quadro de funcionários, composto pelos melhores especialistas e executivos do mercado, e as contratações, se depender das expectativas da IOB para o SPED, não devem parar por aí.

Fonte: Blog do José Adriano

Escrituração digital é desafio para o setor

Adaptação ao Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) e as mudanças na contabilidade internacional são alguns dos desafios voltados para o profissional de contabilidade. É o que acredita Cassius Coelho, presidente do Conselho Regional de Contabilidade (CRC).

De acordo com ele, o SPED surge como meio de valorizar o trabalho contábil, uma vez que agiliza os procedimentos fiscais. ``Com o sistema as informações são repassadas em arquivos únicos, através das notas fiscais eletrônicas, diminuindo a sonegação e facilitando o trabalho dos contabilistas``, destaca.

A abertura dos mercados também é um grande desafio para a categoria, segundo o presidente do CRC. ``O trabalho com as entidades está caminhando para uma padronização de acordo com as normas internacionais, o que garante mais competitividade e atração de mais investimentos. Para seguirmos esta tendência estamos apostando em capacitação dos profissionais através de curso voltados para essas áreas``, explica Coelho.

A categoria comemora no próximo domingo, 25, o Dia do Contabilista com uma série de eventos realizados durante esta semana. Na sexta, 23, o contador Robinson Passos recebe a Medalha Boticário Ferreira, na Câmara Municipal de Fortaleza.

As comemorações seguem ainda com eventos sociais que irão reunir a classe contábil cearense no sábado e domingo.

Fonte: Blog do José Adriano

Novo jogo contábil

O universo de 400 mil contadores profissionais do Brasil tem nas mãos o desafio de se adaptar às novas solicitações do Fisco

Por José Luiz Amaral Machado, Administradores.com.br

O universo de 400 mil contadores profissionais do Brasil tem nas mãos o desafio de se adaptar às novas solicitações do Fisco. A Lei nº 11.638/07, que entrou em vigor em janeiro de 2008 alterando a antiga lei das sociedades anônimas (Lei nº 6404), atingindo as rotinas contábeis e ficais das grandes empresas, exigindo também forte atenção para as micro e pequenas empresas.


O objetivo da Lei nº 11.638/07, ou Nova Lei Contábil, foi criar um novo desenho na apresentação e no tratamento da vida financeira das empresas nacionais. Com isso, estamos preparando a nossa linguagem para relacionar-se com o mercado internacional, um fator irreversível frente aos processos de globalização da economia.


Evidentemente, as primeiras empresas atingidas foram as grandes, que operam com ações em bolsa e já desenvolvem uma atividade financeira nos padrões internacionais. São as pequenas e médias que têm que se ajustar, especialmente neste ano, às novas regras e em muitos casos ficarem atentas ao SPED "Sistema Publico de Escrituração Digital".


O Fisco está apertando para os pequenos empresários. Levando em conta o enorme potencial de negócios que eles têm entre si e o atual estado da economia brasileira, quanto mais rápido houver adequação aos novos padrões, mais facilidades os gestores terão nas conversações com potenciais investidores, fornecedores internacionais ou mesmo em projetos de expansão quando buscam apoio financeiro com instituições que atuam no mercado mundial.


A Nova Lei Contábil exige além de mudanças nos registros contábeis e fiscais muita atenção as rotinas administrativas e financeiras dos negócios pois são a base dos registros legais. É um novo padrão, uma nova maneira de gerenciar os procedimentos contábeis. Considerando que das empresas brasileiras, 90% são micro e pequenas, o novo padrão exige dos profissionais, que estão operando em parceria com as pequenas e médias empresas, preparo e atualização profissional para tal.


Atualmente, isso vem junto com um enorme volume de exigências do Fisco, que praticamente transformou os contadores em trabalhadores do governo à medida que existe uma demanda diária para atender às obrigações assessórias das empresas. Assim, os profissionais, hoje, ou aceitam esse desafio e preparam-se para isso associando-se ou complementado seu quadro com outros profissionais, como economistas, administradores e advogados, ou estarão sujeitos a enfrentar dias de isolamento e ameaça de ficarem à margem do processo.


É, sem dúvidas, um desafio de tirar o fôlego, certamente o maior do setor em 2010. Não há tempo para espera ou reflexão. Existe, sim, a necessidade de adequação urgente, até porque os empresários e as empresas clientes não tem tempo para esperar. O sistema empresarial hoje não aceita acomodação; ou a organização entra no jogo, ou será excluída dele.